Pesquisas (UFPR) Sobre Magnetismo

1º): Ao expor a água ao campo magnético (colocar no recipiente) imantador, essa água absorve o magnetismo dos ímãs. A água, ao ser exposta entre os magnetos possantes e alternados, modifica-se ao mesmo tempo o sentido e o deslocamento atômico dos elétrons, prótons e nêutrons, por adição das cargas elétricas. A água torna-se então imantada e capaz de anular os efeitos prejudiciais dos microcristais.??2º): Constata-se então a transformação desses microcristais de três eixos magnéticos para a forma aragonita que se eliminam sob forma de sedimentos amorfos.??3º): A transformação desses microcristais é função do equilíbrio das cargas elétricas de íons de cálcio, silício e magnésio da água.??4º): A figura (1) filme raio x d,uma solução de carbonato de cálcio, com água imantada após 30 mt,s, abaixo evidencia uma enorme mudança em relação à figura (2), a mesma solução, com a mesma água, porém não imantada.

Figura 1

Figura 2
Descritivo parcial das pesquisas em parceria com UFPR-FUNPAR/CODISA
Os resultados gerados no presente trabalho sugerem que a magnetização da água no preparo das soluções utilizadas para a cristalização do CaCO3 pode causar um aumento do tamanho dos cristais do sal, bem como, a diminuição do número de cristais formados, confirmando os resultados obtidos por outros autores citados na literatura (1,2). Este efeito foi somente observado para um tempo de magnetização de 6 horas.
Não foi observada nenhuma tendência sistemática no tamanho e no número de cristais nas águas submetidas a um tratamento de 1 hora é insuficiente para produzir um efeito mensurável através da metodologia utilizada. Evidentemente que nesse caso, a potência do magneto é importante e nesse caso, desconhecida.
O efeito sinergístico da magnetização da água utilizada no preparo das duas soluções foi predominante. Nos experimentos de magnetização de 1 hora, existe uma tendência que indica que o efeito é mais pronunciado sobre o íon carbonato. Entretanto os experimentos de tempo de magnetização de 6 horas, o maior efeito foi observado sobre íon Ca².
Os experimentos de difratometria de raios-x (não apresentados nas figuras) mostraram que os cristais obtidos das águas magnetizadas por 6 horas se apresentam maioritariamente constituídos de calcita com presença de aragonita (cerca de 5%). Nos experimentos realizados com ambas águas não magnetizadas, a fase analisada corresponde à calcita pura. Esses resultados nos permitem concluir que o processo de magnetização poderia induzir o crescimento de fases polimórficas não estáveis termodinamicamente nas condições experimentais.
Provavelmente o campo magnético tende a diminuir as energias associadas com o crescimento do cristal em função da formação de novos núcleos de crescimento. Esse efeito se traduz no crescimento dos cristais existentes e a não formação de clusters que conduziriam à formação de novos cristalitos.
Em função de todas as tendências observadas nos experimentos realizados, pode-se concluir que a magnetização das soluções produz um efeito macroscópico observável no tamanho e do número dos cristais. Outro efeito observável é o crescimento de compostos (aragonita) que não seriam esperados nas condições experimentais, sem a presença de um campo magnético aplicado
Obviamente, tratando-se de um produto comercial de uso doméstico para o "tratamento" ou "magnetização" de águas potáveis (soluções diluídas de sais minerais), um efeito semelhante daquele observado para o presente estudo seria perfeitamente plausível.
Embora os resultados se apresentem na forma de tendências nítidas, devido às dificuldades de metodologia, que podem ainda causar uma variação nos resultados, bem como, ao número relativamente reduzido de experimentos, outros ensaios serão necessários para poder-se confirmar as indicações apresentadas neste trabalho.
Resultados da inibição de crescimento de cristais de carbonato de cálcio podem ser bastante valiosos se considerarmos que o entupimento de tubulações industriais, principalmente em caldeiras, exige que as águas sejam tratadas com deionizadores ou trocadores iônicos, o que torna o processo bastante dispendioso. A instalação de magnetos nas tubulações e retirada periódica das incrustações poderia permitir o uso de água não tratada em muitas indústrias.
Referências bibliográficas:
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